junho
08 sábado

Zeca Pagodinho

sáb, 08/06/2024 (22:00 - 22:00)
Espaço Patrick Ribeiro
Espaço Patrick Ribeiro - Novo Aeroporto de Vitória • Vitória, ES

Descrição

ZECA PAGODINHO EM VITÓRIA

Zeca Pagodinho, batizado de Jessé Gomes da Silva Filho, nasceu no Irajá em 4 de fevereiro de 1959 e foi criado em Del Castilho. Filho de Seu Jessé e Dona Irinéa, quarto de uma família de cinco crianças, desde cedo já trocava as aulas por uma boa roda-de-samba. Por isso, depois da quarta série, não quis mais saber de escola.

Nos anos 70, o partido-alto começa a se tornar uma febre nos subúrbios do Rio.

E entre um samba e outro, Zeca se virava como podia. Feirante, camelô, office-boy, contínuo e anotador de jogo do bicho. Fez de tudo. Desta época, surgiram amizades valorosas como Sérvula, Dorina, Paulão Sete Cordas, Monarco, Mauro Diniz, Almir Guineto, Bira Presidente, Beto Sem Braço e Arlindo Cruz. Frequentava também as rodas do Cacique de Ramos.

O pagode, então, já se preparava para estourar no Brasil. A RGE lançou a coletânea “Raça Brasileira” (1985), que trazia Zeca, Mauro Diniz, Jovelina Pérola Negra, Pedrinho da Flor e Elaine Machado. Tipo de trabalho que era chamado de “pau de sebo”, porque reunia vários artistas em um álbum só.  Entre as canções de Pagodinho estavam “Mal de Amor”, “Garrafeiro”, “A Vaca” e “Bagaço da Laranja”. Foram 100 mil cópias vendidas e devido ao sucesso deste LP, no ano seguinte, o sambista lançava o primeiro disco solo, “Zeca Pagodinho”, que emplacou os sucessos “Coração em Desalinho”, “Quando Eu Contar (IáIá)”, “Judia de Mim” e “Brincadeira tem Hora”, atingindo a marca de um milhão de cópias vendidas.

Pela RGE ainda gravou “Patota do Cosme” (1987). Em seguida, se mudou para a RCA (atual Sony-BMG), ao lado de Beth Carvalho, Paulinho da Viola e Martinho da Vila.

Na casa nova, ele gravou “Jeito Moleque” (1988), “Boêmio Feliz” (1989), “Mania da Gente” (1990), “Pixote” (1991), “Um dos Poetas do Samba” (1992) e “Alô, Mundo!” (1993).

Em 1995, foi para a Universal, onde gravou “Samba Pras Moças” (1995) que tem em seu repertório sambas como, “Vou Botar teu Nome na Macumba” (parceria com Dudu Nobre) e “Guiomar” (de Nei Lopes). O próximo disco “Deixa Clarear” (1996) traria alguns dos maiores sucessos da sua carreira como “Verdade”, “Conflito”, “Não Sou Mais Disso” e “Jiló com Pimenta”.

Ainda vieram “Hoje É Dia de Festa” (1997), “Zeca Pagodinho” (1998), “Zeca Pagodinho Ao Vivo” (1999), “Água da Minha Sede” (2000) e “Deixa a Vida Me Levar” (2002) que estabelece o artista como um dos grandes nomes da música brasileira. Além da faixa título virar o tema da seleção brasileira na Copa do Mundo, o disco ganha o prêmio de “Melhor Álbum de Samba” no Grammy de 2002.

Em 2003 lançou o “Acústico MTV Zeca Pagodinho” (CD e DVD), que foi um sucesso instantâneo. Em 2005 lançou “À Vera” e em 2006 repetiu a parceria com a MTV que, de forma inédita, resolveu repetir o projeto acústico com um mesmo artista, lançando “Acústico MTV 2: Gafieira – Zeca Pagodinho”.

Em 2008, foi a vez de “Uma Prova de Amor”, CD com 16 faixas, sendo treze inéditas e três regravações. Sob produção musical de Rildo Hora, o disco conta com participação especial de João Donato em “Sambou, Sambou”, releitura de uma canção do próprio pianista, Jorge Ben Jor na emocionante “Ogum”, na qual ele recita a oração de São Jorge, e a Velha Guarda da Portela, parceira de longa data de Zeca, no pot-pourri que reúne os sambas “Falsa Jura”, “Pecadora” e “Manhã Brasileira”.

Em 2010, lança seu 22º CD, ‘Vida da Minha Vida”, dedicado a sua madrinha Beth Carvalho. Produzido por Rildo Hora, o cd traz 15 faixas, incluindo inéditas, regravações de clássicos de Gilson de Souza, Nelson Sargento, Monarco, Dona Ivone Lara e Fagner, além de inéditas de Nelson Rufino, Zé Roberto e uma parceria de Zeca com Arlindo Cruz.

No ano de 2012, Zeca re-editou o “O Quintal do Pagodinho”, gravado ao vivo em Xerém, no seu sítio.  No projeto, alguns de seus compositores favoritos gravaram seus próprios sucessos, como Sombrinha, Zé Roberto, Toninho Geraes, Almir Guineto, Serginho Meriti, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Monarco, Mauro Diniz e Juliana Diniz, entre outros.

No ano seguinte, em 2013, começam as celebrações de seus 30 anos de carreira, lançando “Zeca Pagodinho Multishow Ao Vivo: 30 anos, Vida que Segue”, onde interpreta sambas de sua história afetiva. Músicas como “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa), “Diz Que Fui Por Aí” (Zé Keti e Hortênsio Rocha), “O Sol Nascerá” (Cartola e Elton Medeiros), “Mascarada” (Zé Keti e Elton Medeiros), “Aquarela Brasileira” (Silas de Oliveira)  em belos arranjos e participações especiais de  Zé  Menezes, Paulinho da Viola, Marisa Monte, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Mauro Diniz, Rildo Hora, entre outros.

Em 2014, é lançado o ” Sambabook Zeca Pagodinho”, projeto multimídia, onde artistas como Alcione, Arlindo Cruz, Diogo Nogueira, Gilberto Gil, Jorge Aragão, Lenine, Maria Rita, Amir Guineto, Beth Carvalho, Djavan, Marcelo D2, Jorge Ben Jor, Mariene de Castro, Monarco e a Velha Guarda da Portela, entre outros interpretam músicas compostas pelo sambista.

Além de CD e DVD, faz parte do Sambabook, um livro com a discografia do cantor, “Zeca Pagodinho – Deixa a Vida Me Levar” (Jane Barboza e Leonardo Bruno), e um caderno de partituras.

E depois de cinco anos sem lançar um disco de músicas inéditas, em abril de 2015, Zeca lança “Ser Humano”, seu 23º álbum. Incluindo canções de Monarco, Amir Guineto, Nelson Rufino, entre outros compositores.

Em 2016, é a lançada a terceira edição do projeto “Quintal do Pagodinho”, em CD e DVD, pela Universal Music Brasil. No quintal de seu sítio em Xerém, Zeca celebra, mais uma vez, o melhor do samba reunindo seu time de compositores, além de receber convidados como Maria Bethânia, Paulinho da Viola, João Bosco, Luiz Melodia, Wilson Moreira, Wilson das Neves, entre outros. Nos extras, Zeca interpreta “Toda A Hora”, uma música inédita de Moacyr Luz e Toninho Geraes e conta com a participação dos alunos do Instituto Zeca Pagodinho.

Em 2017, Zeca Pagodinho foi homenageado no musical “Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba”. Com direção geral de Gustavo Gasparani, o espetáculo rodou as principais capitais do país, retratando a vida e obra do cantor.

Neste mesmo ano, Zeca realizou pela primeira vez em sua carreira uma roda de samba aberta ao público: o “Samba do Zeca” levou ao Jockey Club do Rio de Janeiro um pouco do clima musical do “Quintal” do artista, em Xerém. O evento promoveu encontros entre bambas de diferentes gerações, como Monarco, Xande de Pilares, Marcelo D2, Maria Rita, Gilberto Gil, Roberta Sá, Criolo, Diogo Nogueira, entre outros grandes nomes do samba e da MPB.

Em 2018, Maria Bethânia e Zeca Pagodinho dividem o palco pela primeira vez, depois de cantarem juntos no projeto “O Quintal do Pagodinho” (2016). Os artistas saem em uma turnê nacional com o show “De Santo Amaro a Xerém”, passando por seis capitais brasileiras: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. O roteiro trazia hits da carreira dos dois artistas, além de canções inéditas de Caetano Veloso e de Leandro Fregonesi, feitas especialmente para esse encontro, assim como sambas clássicos da Mangueira e Portela, em homenagem às escolas do coração dos dois. O show foi gravado e lançado como CD e DVD Ao Vivo pela gravadora Biscoito Fino.

Ainda em 2018, Zeca embarca para mais uma turnê internacional, cantando sucessos dos seus 35 anos de carreira. Com estreia em Paris, o show passou por Berlim, Lisboa, Genebra, Zurique, Porto e Londres.

O ano de 2019 chega e Zeca Pagodinho completa 60 anos, logo no início, em fevereiro, e dá uma grande festa na Cidade do Samba para mais de mil convidados. Em abril, o sambista se apresenta pela primeira vez em Cabo Verde, sendo que uma das apresentações é feita em praça pública, consolidando sua música e o samba brasileiro entre os cabo-verdianos.

informações dos ingressos

ingressos a partir de

R$250

Evento Fechado

Calendário do Evento

sábado, 08/06/2024

22:00 - 22:00  
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